🟠Instagram quer ser um Polymarket?
MAIS: Fundo de pensão japonês aloca 1% em cripto | Recomendação pela BlackRock sobre Bitcoin em portfólio | Coreia do Sul avança token de depósito | BIS alerta sobre Stablecoins
🎯 Zuckerberg entra com a Meta nos mercados de previsão
🎯 Mark Zuckerberg determinou que a Meta desenvolva um aplicativo de mercados de previsão chamado Arena, segundo reportagem do The New York Times que cita pessoas a par do projeto. O app permitiria que usuários apostassem em resultados de política, esportes, entretenimento e eventos mundiais.
Mercados de previsão são plataformas em que usuários apostam no resultado de eventos futuros — eleições, jogos, decisões econômicas. O preço de cada contrato funciona como uma probabilidade estimada pelo mercado para aquele resultado acontecer.
O Arena funcionaria separado de Facebook, Instagram e WhatsApp, que juntos somam bilhões de usuários. A diferença em relação a Polymarket e Kalshi, as duas maiores plataformas do setor, é o modelo de aposta. O Arena deve usar um sistema de pontos em vez de dinheiro real, embora a Meta não tenha descartado incluir apostas em dinheiro depois.
Não é a primeira tentativa da empresa nesse formato. Em 2020 a Meta lançou o Forecast, app de previsões durante a pandemia, encerrado em 2022. Desde então o setor explodiu. A Polymarket ganhou projeção na eleição americana de 2024, quando movimentou bilhões de dólares em volume e levou os mercados de previsão para o debate político mainstream.
Outras empresas já entraram na disputa. Coinbase e Kraken exploraram suas próprias ofertas e a Robinhood lançou contratos atrelados a eventos políticos e econômicos. O crescimento acelerado chamou a atenção dos reguladores, e a Commodity Futures Trading Commission (CFTC) avalia se esses contratos servem como proteção financeira ou se configuram jogo de azar. Há ainda acusações de uso de informação privilegiada na Kalshi e na Polymarket.
Saiba mais sobre o Polymarket e o mercado de previsões aqui:
🇯🇵 Fundo de pensão japonês vai pôr 1% do patrimônio em cripto
🇯🇵 Um fundo de pensão do Japão que atende cerca de 1.200 empresas de pequeno e médio porte planeja destinar aproximadamente 1% de seus ativos a criptomoedas no ano fiscal de 2026. O Nationwide Business Corporate Pension Fund, sediado em Okayama, administra cerca de 21,3 bilhões de ienes, equivalente a mais de US$ 130 milhões, segundo o Nikkei.
A alocação será feita por um fundo passivo gerido por um grande hedge fund, que mantém múltiplos criptoativos. Hoje a carteira concentra 80% em ienes, 15% em dólares e 5% em outras moedas. A exposição a cripto entraria como diversificação ao lado dessas posições.
O movimento acompanha uma mudança regulatória mais ampla. Em 11 de junho de 2026, a Câmara dos Representantes do Japão aprovou projeto que coloca os criptoativos sob a Financial Instruments and Exchange Act. Se passar pela Câmara dos Conselheiros, o texto pode abrir caminho para ETFs de cripto e para uma alíquota única de 20% sobre ganhos, ante o teto atual de 55%.
💼 BlackRock recomenda 1% a 2% de Bitcoin na carteira
💼 A BlackRock, maior gestora de ativos do mundo com cerca de US$ 14 trilhões sob gestão, publicou sua visão sobre quanto de Bitcoin um investidor deveria ter na carteira. Segundo o BlackRock Investment Institute, uma alocação modesta, em torno de 1% a 2% em uma carteira diversificada, pode impactar o retorno sem dominar o risco do dia a dia.
A gestora compara o efeito dessa exposição ao de uma ação das Sete Magníficas. Em um portfólio 60/40, alocar de 1% a 2% em Bitcoin contribui para o risco total em níveis parecidos com a contribuição média de risco de uma das maiores ações de tecnologia do índice.
Um portfólio 60/40 é a carteira clássica de referência: 60% em ações e 40% em renda fixa. Serve de modelo padrão para medir como um novo ativo afeta risco e retorno do conjunto.
A BlackRock é responsável pelo IBIT, maior ETF de Bitcoin do mundo, e vem ampliando o foco no ativo desde o lançamento do fundo em janeiro de 2024. A postura é mais conservadora que a de relatórios anteriores, e ressalva que o ativo se destina a quem tolera volatilidade e acredita na transformação digital do dinheiro.
🇰🇷 Coreia do Sul liga token de depósito ao gasto público
🇰🇷 O Bank of Korea avançou seu projeto de moeda digital de banco central, ampliando o piloto Projeto Hangang para nove bancos comerciais e preparando um teste separado que usa tokens de depósito em pagamentos do governo. A segunda fase começou em 18 de março de 2026, após a adição de duas instituições às sete iniciais.
CBDC (Central Bank Digital Currency) é a moeda digital emitida pelo próprio banco central — diferente de uma stablecoin privada. Token de depósito é uma versão tokenizada do dinheiro já depositado em um banco, registrada em blockchain para circular com mais rapidez.
O sistema combina um CBDC de atacado emitido a instituições financeiras com tokens de depósito distribuídos aos usuários. O responsável pela equipe de moeda digital do banco descreveu o arranjo como um meio-termo entre um CBDC e uma stablecoin. O objetivo é reduzir custos de transação para empresas e pequenos comerciantes que hoje pagam taxas de cartão.
Um teste em preparação ligaria os tokens à distribuição de 110 trilhões de wons, cerca de US$ 79,4 bilhões, em subsídios governamentais. O projeto-piloto de gasto público deve ter implementação plena no quarto trimestre de 2026, começando pela cidade de Sejong, com tokens programáveis que só funcionam em horários e setores definidos para reduzir desvio de recursos.
⚖️ BIS alerta que stablecoins ameaçam a estabilidade financeira global
⚖️ O Banco de Compensações Internacionais (BIS), conhecido como o “banco central dos bancos centrais”, publicou no domingo seu Relatório Econômico Anual 2026 com dois alertas que se reforçam. A expansão das stablecoins pode fragmentar o sistema monetário global, enquanto o entusiasmo com a inteligência artificial, sustentado por dívida, abre espaço para uma crise financeira.
Stablecoins são criptomoedas atreladas ao valor de uma moeda tradicional, como o dólar, para manter o preço estável.

Sobre o mercado de stablecoins, avaliado em cerca de US$ 300 bilhões, o BIS afirma que os tokens privados não cumprem os requisitos de uma moeda sólida e que uma migração de depósitos bancários para esses ativos reduziria o crédito à economia real. O relatório destaca a “dolarização via stablecoin” em países de moeda fraca, que enfraquece a soberania monetária e atinge com mais força os mercados emergentes.
No segundo alerta, o BIS afirma que as cinco maiores empresas de IA devem gastar mais de US$ 1 trilhão em capital entre 2025 e 2026, com investimentos que superam os lucros. Como o financiamento se apoia em alta alavancagem, uma reversão do otimismo poderia gerar inadimplências em cascata — risco amplificado pela inflação americana de 4,2% em maio, máxima em três anos.
📅Semana em Cripto (29/06/2026)
🗓 Eventos na semana que impactam o mercado de criptoativos
1️⃣ Criptoativos 📊
• Bitcoin (BTC): negocia perto de US$ 60 mil, queda de cerca de 14% no mês e aproximadamente 30% abaixo da máxima histórica de US$ 126 mil (outubro de 2025). O índice de medo e ganância está em 17, zona de medo extremo.
• Altcoins: ETH em ~US$ 1.570, SOL em ~US$ 73 e XRP em ~US$ 1,04. O ETH segue perto das mínimas do ano e os ETFs de Ethereum também registram saídas. Pouca rotação para ativos menores — mercado em modo defensivo.
• ETFs de Bitcoin: junho fechou como o pior mês de saídas líquidas desde a estreia dos fundos em 2024, com cerca de US$ 4 bi retirados, e o IBIT, da BlackRock, respondeu por ~75%. O mesmo fundo que ampliou o acesso institucional virou o principal canal de saída — para honrar resgates, cerca de 51,7 mil BTC foram liquidados à vista em 30 dias, transmitindo a pressão direto ao preço.
• Strategy (MSTR): a maior tesouraria de Bitcoin do mundo (~847 mil BTC) anunciou nesta segunda um novo arcabouço de capital que, pela primeira vez, autoriza a venda de Bitcoin — até US$ 1,25 bi (~20,8 mil BTC) para cobrir dividendos e reservas. Também elevou o dividendo da preferencial STRC para 12% e aprovou US$ 2 bi em recompras. A empresa diz manter o BTC como ativo central e não se obriga a vender, mas o sinal muda — deixa de ser comprador incondicional.
• Mineração: o hashrate da rede caiu cerca de 12% em junho, com mineradores redirecionando capacidade para cargas de inteligência artificial, mais rentáveis no momento. A dificuldade recuou, mas o movimento levanta dúvidas sobre a percepção de segurança da rede.
• Estrutura: BTC perto de US$ 60 mil, ETFs em saída recorde e Strategy abrindo espaço para vender sustentam o viés defensivo de curto prazo. O petróleo em queda é o principal contrapeso. Reversão depende de estabilização nos dados de emprego e nos juros.
2️⃣ Macroeconomia 🌎
• EUA — semana de emprego: com o feriado de 03/07, o calendário foi comprimido — JOLTS (pesquisa de vagas de emprego em aberto) na terça, ADP (folha do setor privado, prévia do dado oficial) na quarta e o payroll (folha de pagamento não-agrícola) na quinta. O consenso é de 172 mil vagas em junho. O 1º trimestre rodou perto de 73 mil/mês por causa da guerra com o Irã.
• EUA — Fed e Suprema Corte: nesta segunda a Corte barrou por 5 a 4 a tentativa de demitir a diretora Lisa Cook, preservando a independência do Fed. O banco, agora sob Kevin Warsh, mantém juros em 3,50%-3,75% e parte do comitê projeta alta ainda em 2026. Na quarta saem o ISM industrial e uma fala de Warsh em Portugal.
• Petróleo e Irã: o WTI voltou a ~US$ 70 e o Brent a ~US$ 73, cerca de 36% abaixo do pico da guerra, após a trégua de 60 dias. O movimento é desinflacionário, mas frágil — no fim de semana os EUA atacaram dez alvos iranianos perto de Hormuz, e os fluxos do Golfo seguem em ~75% do nível pré-guerra.
• Leitura geral: a semana se decide na quinta. O petróleo em queda alivia a inflação e abre espaço para o Fed, mas o payroll define o tom — e tudo será precificado antes do feriado, sem pregão na sexta. Inflação ainda alta (CPI 4,2%), independência do Fed reafirmada e trégua no Irã ainda não testada mantêm a volatilidade elevada.
⚡️Flash Notes
🇯🇵 RLUSD, stablecoin da Ripple, é lançada no Japão pela SBI VC Trade
A Ripple lançou sua stablecoin lastreada em dólar no Japão após aval da reguladora local, dentro do regime da Payment Services Act. O token soma cerca de US$ 1,7 bilhão em valor de mercado desde a estreia em 2024.
🏛️ Confiança do varejo na Strategy desaba em meio à queda de MSTR e STRC
CEO da Two Prime afirma que mudanças repetidas de Michael Saylor abalaram a confiança dos investidores. A ação MSTR caiu para US$ 86, menor nível desde fevereiro de 2024, e a STRC opera com 25% de desconto sobre o valor nominal de US$ 100.
🤝 Kraken negocia comprar 15% da Aave por avaliação de US$ 385 milhões
A exchange avalia investir 35.000 ether em troca de 250.000 tokens AAVE e uma fatia de 15% no Aave Group. O movimento ocorre meses após o exploit do KelpDAO, que provocou mais de US$ 8 bilhões em retiradas do protocolo em abril.
🎓 ABcripto e Chainalysis firmam parceria para capacitação do mercado cripto
A cooperação prevê formação técnica e treinamentos para reguladores, autoridades públicas e agentes de mercado no Brasil. O foco é blockchain analytics, integridade de mercado e gestão de riscos no ecossistema de ativos digitais.
📈 Standard Chartered projeta AAVE a US$ 3.500 até 2030, alta de 50 vezes
O banco iniciou cobertura do token com metas anuais que partem de US$ 180 em 2026 até US$ 3.500 em 2030, contra cerca de US$ 70 atuais. A tese aposta na expansão das finanças descentralizadas e dos ativos tokenizados, projetados a US$ 2,7 trilhões.
🇧🇷 Oobit integra o PIX e permite gastar USDT direto pela rede brasileira
O app de pagamentos apoiado pela Tether conectou o PIX, dando a quase 170 milhões de usuários a opção de depositar reais e manter saldo em USDT. As transferências usam chave PIX ou QR code, com o processamento em blockchain rodando ao fundo.
🚨 ABcripto rebate o Banco Central e defende stablecoin como ativo virtual
A Associação Brasileira de Criptoeconomia entregou nota técnica ao BC e ao relator do PL nº 4.308/2024 defendendo que stablecoins sejam tratadas como ativos virtuais, não como moeda eletrônica — entendimento que contraria a posição do regulador.
O mercado de ativos do mundo real (RWAs) cresceu 10x desde 2024 e ainda tem penetração inferior a 0,01% do potencial. Nas ações tokenizadas, 80% dos investidores estão em países emergentes, com aporte médio de US$ 18,81.
⚖️ Vítimas da OneCoin têm até 30 de junho para pedir ressarcimento ao governo dos EUA
O Departamento de Justiça abriu programa de compensação para lesados pela fraude que somou mais de US$ 4 bilhões. Quem comprou entre 2014 e 2019 pode peticionar, mas o registro não garante o pagamento.
🏛️ Strategy muda de rota, eleva reserva em dólar e admite vender Bitcoin
A empresa de Michael Saylor elevou o caixa em dólar para US$ 2,55 bilhões e criou um “programa de monetização de Bitcoin” limitado a US$ 1,25 bilhão. Também subiu os dividendos da STRC para 12% ao ano.
🗳️ Vitalik Buterin aponta a ofuscação como caminho para o voto on-chain privado
O cofundador da Ethereum descreveu como a a ofuscação por indistinguibilidade (iO) poderia viabilizar votações privadas e resistentes a conluio, mas admitiu que os métodos atuais ainda são impraticáveis pelo custo computacional.











